(não, não é um livro…) Depois de um silêncio considerável, particularmente com a morte do marido em 2016, e de andar nas bocas do mundo, pela sua acentuada magreza, esta Fénix reergue-se das cinzas. As baladas a que já nos habituou alternam com músicas mais experimentalistas (mas nem por isso muito convincentes) onde adopta estilos para audiências mais jovens.
Lying down, por exemplo, uma das músicas mais sonantes do álbum, tem mais de Sia ou David Guetta do que de Celine. O luto alterna assim com músicas de discoteca… Este álbum surge como uma espécie de compósito, em que as suas incursões em novos estilos, aliadas a uma voz mais grave, mas sempre potente e vibrante, quase a tornam irreconhecível. Mas para quem a segue há mais de 20 anos, em inglês e em francês, Celine é sempre um regresso a casa.
De volta
Celine Dion – Courage